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Consulta Tabela FIPE

Escolha marca, modelo e ano para ver o valor médio de mercado, o código FIPE e o mês de referência. Dados buscados na hora, direto da tabela vigente.

Ano: Combustível: Código FIPE: Referência:
Já sabe quanto vale — mas quanto ele custa por mês? Calcule depreciação, combustível, seguro e o IPVA do seu estado →
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O valor da FIPE é a média de mercado observada, não um preço de venda garantido nem uma avaliação do seu veículo específico. Quilometragem, estado de conservação, histórico e região mudam bastante o preço real.

O que a Tabela FIPE é — e o que ela não é

A Tabela FIPE é um levantamento mensal publicado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas que informa o preço médio pelo qual cada versão de veículo vem sendo negociada no mercado brasileiro. Ela não é uma tabela de preços oficial, não obriga ninguém a comprar ou vender por aquele valor, e não avalia o seu carro em particular. É um termômetro do mercado, e é justamente por isso que virou a referência que todo mundo usa: seguradoras para calcular indenização, bancos para definir quanto financiam, revendas para montar proposta e os estados para calcular a base do IPVA.

A distinção importa na prática. Quando alguém diz "meu carro vale a FIPE", está dizendo que veículos parecidos com o dele foram negociados naquela faixa — não que exista um comprador garantido àquele preço.

Por que o valor muda todo mês

Cada consulta traz um mês de referência, e não é detalhe burocrático: o mesmo veículo pode variar milhares de reais entre uma tabela e a seguinte. Quando o mercado de seminovos aquece — juros altos que afastam o zero-km, falta de oferta, dólar pressionando o preço de carros novos — os usados sobem. Quando o crédito afrouxa e as montadoras dão desconto no zero-km, os usados cedem.

É por isso que vale anotar o mês de referência quando você usa a FIPE numa negociação. Chegar com um print de três meses atrás enfraquece o argumento, porque a outra parte vai consultar a tabela do mês corrente.

O que faz o preço real ficar acima ou abaixo da tabela

Puxa para baixoPuxa para cima
Quilometragem muito acima da média (cerca de 10 a 15 mil km/ano)Baixa quilometragem comprovável
Sinistro, leilão ou remarcação no históricoÚnico dono, com histórico limpo
Revisões atrasadas, pneus e itens de desgaste no fimRevisões em dia na concessionária, manual e chave reserva
Cores de baixa procuraCores neutras (prata, branco, preto)
Documentação com pendência, multas ou IPVA em abertoDocumentação limpa e transferência imediata
Versão de entrada sem opcionaisVersão topo, câmbio automático, teto solar

Há ainda o fator região: o mesmo modelo costuma valer mais onde há menos oferta. Picapes e 4x4 seguram melhor o preço no interior e no Centro-Oeste; hatches compactos giram melhor nas capitais.

Como usar a FIPE numa negociação sem levar desvantagem

Se você vende para uma revenda, espere uma proposta abaixo da tabela — geralmente de 10% a 20% —, porque a loja precisa de margem, vai arcar com garantia, preparação e o tempo em que o carro fica parado no pátio. Não é necessariamente má-fé: é o custo de vender rápido e sem risco.

Se você vende para outra pessoa física, a FIPE costuma ser o ponto de partida realista, e o que decide o preço final é o estado de conservação documentado. Notas fiscais de revisão valem mais do que adjetivos.

Se você compra, use a tabela ao contrário: um anúncio muito abaixo da FIPE quase nunca é sorte. Costuma haver motivo — sinistro, leilão, motor com problema, documentação travada. Antes de fechar, uma vistoria cautelar e a consulta do histórico custam pouco perto do prejuízo que evitam.

FIPE, IPVA e seguro: onde a tabela vira dinheiro de verdade

No IPVA, a maioria dos estados usa o valor venal derivado da FIPE como base de cálculo e aplica sobre ele a alíquota estadual, que vai de 1,9% no Paraná a 4% em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Como o valor do carro cai a cada ano, o imposto também cai — e é por isso que a mesma alíquota pesa muito mais no primeiro ano de um carro caro do que no quinto.

No seguro, a FIPE costuma definir a indenização em caso de perda total: as apólices normalmente pagam um percentual do valor da tabela vigente no momento do sinistro, não no momento da contratação. Vale ler esse percentual na apólice — 100% da FIPE e 95% da FIPE são contratos bem diferentes na hora que interessa.

No financiamento, o banco usa a tabela para definir quanto empresta. Se você financia um carro por valor acima da FIPE, a diferença sai do seu bolso na entrada.

Como a FIPE chega ao preço médio

A tabela não é uma opinião nem uma projeção: é uma média apurada a partir de negociações reais observadas no mercado brasileiro. A FIPE coleta preços praticados em revendas, classificados e no comércio de usados, trata estatisticamente esses dados e publica, mensalmente, o valor médio por versão de veículo. É por isso que a tabela é retrato do passado recente e não previsão do futuro — ela conta o que aconteceu no mercado, não o que vai acontecer.

Esse desenho explica duas características que costumam confundir. Primeira: a tabela reage com atraso a mudanças bruscas. Se o mercado virar no meio do mês, a tabela só refletirá isso na edição seguinte. Segunda: ela representa um veículo em condição média — nem impecável, nem detonado. Não existe na tabela um campo para quilometragem ou estado de conservação, e é justamente aí que o preço real do seu carro se descola da média.

Quanto um carro perde de valor com o tempo

A curva de desvalorização é muito mais inclinada no começo do que a intuição sugere. Os percentuais abaixo são ordens de grandeza típicas do mercado brasileiro para carros de passeio, acumuladas desde o valor de um zero-quilômetro:

Idade do veículoPerda acumulada típicaO que costuma acontecer
Ao sair da loja~10%Deixa de ser zero-km; passa a valer como seminovo
1 ano15% a 20%O ano de maior perda absoluta
3 anos30% a 40%Fim da garantia de fábrica na maioria das marcas
5 anos40% a 50%A curva começa a suavizar
10 anos60% a 75%Perda anual pequena em reais; manutenção passa a pesar mais

Dois grupos fogem desse padrão. Modelos com fama de confiabilidade e boa liquidez — certos SUVs e sedãs japoneses, picapes médias — seguram melhor o valor e podem ficar bem acima dessa curva. Já os veículos elétricos têm depreciado mais rápido que a média no Brasil, algo entre 28% e 35% nos três primeiros anos, porque a tecnologia avança depressa, cada geração nova chega com mais autonomia por menos dinheiro e o mercado de revenda de usados elétricos ainda é estreito.

A consequência prática é conhecida de quem já vendeu carro: a maior parte do custo de ter um veículo novo é invisível. Ela não aparece no posto nem na oficina, aparece só no dia da revenda — e a essa altura já foi paga.

Quando o seu modelo não aparece na lista

Algumas situações fazem a versão exata sumir da busca. Vale saber por quê:

Quando a versão exata não existe, o caminho usual é usar a versão mais próxima em motorização e acabamento como referência e ajustar a diferença na negociação, deixando claro que se trata de aproximação.

Moto e caminhão: o que muda

A lógica é a mesma, mas o comportamento do mercado é diferente. Motos costumam ter depreciação mais suave em modelos de baixa cilindrada usados como transporte diário, porque a demanda por usados é alta e constante; já esportivas de alta cilindrada perdem valor rápido. Caminhões seguem outra lógica ainda: são bens de produção, e o valor acompanha a atividade econômica do setor que os usa. Em ciclo de safra forte ou obra aquecida, um caminhão usado pode segurar valor de forma que nenhum carro de passeio segura.

Nos três casos, a tabela publica o valor por versão e por ano-modelo, e o código FIPE identifica exatamente qual configuração está sendo consultada.

Como não ser enganado por um anúncio

A tabela é uma ferramenta de defesa tão boa quanto é de negociação. Um anúncio consideravelmente abaixo da FIPE quase nunca é oportunidade pura: costuma haver uma razão que só aparece depois. As mais comuns são registro de sinistro de grande monta, passagem por leilão, motor ou câmbio com problema conhecido, quilometragem adulterada, restrição financeira que impede a transferência, ou multas e IPVA acumulados que passam para o comprador.

Antes de fechar qualquer compra de usado, três verificações custam pouco e evitam prejuízo grande: consultar o histórico do veículo, fazer vistoria cautelar em empresa credenciada e conferir se há débitos e restrições no documento. Nenhuma delas depende da FIPE — mas todas ficam mais fáceis quando você já sabe quanto o carro deveria valer.

Erros comuns na hora de consultar

Perguntas frequentes

O que é a Tabela FIPE?
O preço médio mensal pelo qual cada versão de veículo vem sendo negociada no Brasil. É referência de mercado, não preço oficial nem garantia de venda.

É o valor que vou conseguir na venda?
Não necessariamente. É a média de veículos em bom estado e quilometragem compatível. Revendas compram abaixo para ter margem; exemplares muito bem conservados podem passar da tabela.

Com que frequência muda?
Todo mês. Por isso cada consulta mostra o mês de referência.

Dá para consultar pela placa?
A consulta por placa depende das bases de registro de veículos, que não são abertas gratuitamente ao público. Aqui a busca é por marca, modelo e ano — chega ao mesmo valor sem depender de dados de registro. A versão exata do seu veículo está no CRLV.

O que é o código FIPE?
O identificador único de cada versão, no formato 000000-0. Serve para eliminar ambiguidade entre versões parecidas em seguros, financiamentos e negociações.

Por que meu carro não aparece na lista?
Lançamentos levam alguns meses para entrar na tabela, e modelos muito antigos, raros ou de importação independente podem não constar por falta de amostra de negociações. Use a versão mais próxima como referência e trate o valor como aproximação.

Quanto um carro perde de valor por ano?
Tipicamente 15% a 20% no primeiro ano, 30% a 40% em três anos e 40% a 50% em cinco. Elétricos têm depreciado mais rápido no Brasil, entre 28% e 35% em três anos.

A FIPE vale para moto e caminhão também?
Sim, com tabelas separadas — e esta ferramenta consulta as três. O comportamento difere: motos pequenas de uso diário seguram valor, esportivas perdem rápido, e caminhões acompanham a atividade econômica do setor.

A FIPE serve para o IPVA?
Sim, na maioria dos estados é a base do valor venal, sobre o qual incide a alíquota estadual (1,9% a 4%). Alguns estados usam tabelas próprias com pequenas diferenças.